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A primeira viagem registrada de barco em corredeiras foi em 1869, quando John Wesley Powel organizou a primeira expedição no rio Colorado, EUA, em barcos de remo central. No começo, os aventureiros não possuíam nenhuma técnica para manobrar seus rígidos e pesados barcos nas corredeiras, tiveram problemas de capotamentos e choques com pedras.
Em 1842 teve início a história moderna do Rafting, quando Lieutenant John Fremont, do exército americano fez suas primeiras expedições utilizando um barco desenhado por Horace H. Day. O barco era construído com 4 compartimentos separados com tecido e borracha da Índia e o fundo liso e suspenso e retangular, que o diferenciava dos outros barcos. O nome deste bote era Air Army Boats.
Em 1896, Nataniel Galloway revolucionou as técnicas de Rafting com uma modificação muito simples, ele colocou o assento do bote virado para frente possibilitando encarar de frente as corredeiras, facilitando as manobras.
Finalmente, em 1909, foi realizada a primeira viagem de Rafting com finalidade comercial pela Julius Stones Grand Cânion.
Durante a I e II Guerra Mundial o Exército Americano ressuscitou os botes de borracha para utilizá-lo como bote salva-vida mas foi depois da II Guerra que o Rafting tomou um grande impulso. Os botes de neoprene excedentes no exército, muito similares aos botes de hoje, encontraram seu caminho nas mãos de aventureiros por toda a América do Norte.
Nos anos 50 tivemos muita melhora nos equipamentos descoberta de novos roteiros o que atraiu o interesse dos amantes dos rios. Durante os anos 60 tivemos uma grande evolução com uma série de novos modelos e idéias que deram um grande impulso ao esporte.
A partir de 1972 o esporte passou por um período de hibernação sem grandes novidades, mas no início dos anos 80 estavam sendo trabalhados por Vladimir Kovalik, Rafael Gallo, a companhia Metzler da Alemanha e outros, modelos primitivos de fundo auto esvaziantes (self bailer).
Trabalhando no conceito de colchão flutuante Jim Cassady, Randy Shelman e Glenn Lewman, criaram o bote fundo inflável, “costurados” nos tubos principais, que flutua aproximadamente 15cm da água permitindo que a mesma saia pelos furos da costura. A primeira geração de botes AE (auto esvaziantes) foram chamadas de SOTAR (STATE OF THE ART RAFT). Hoje existem muitas empresas que oferecem estes equipamentos.
No Brasil, a história do Rafting é mais recente. Os primeiros botes para corredeiras chegaram em 1982, quando foi montada a primeira empresa brasileira de rafting a TY-Y expedições, que no início operava no Rio Paraibuna do Sul e Rio Paraibuna, ambos em Três Rios, RJ. No final de 1990, começaram a surgir novas empresas. Hoje temos cerca de 29 empresas nos Estados de RS, SC, PR, SP, RG, MG, MS, MT, TO e BA.
Vídeo da TDA Rafting
Na grande Florianópolis o rafting é praticado em Santo Amaro da Imperatriz, distante a 30 km de Floripa.
Este belo município possui aproximadamente 17.000 habitantes e é cortado pelo Rio Cubatão do Sul.
O rafting iniciou-se neste local em maio de 1999, nesta época a Trekking das Águas (TDA), operadora de eco-turismo com sede em Florianópolis que praticava o rafting no Rio Itajaí Açu e já havia adaptado o rafting para ser realizado no mar (o divertido Surf Rafting), procurava um rio próximo a Ilha da Magia, para a prática desta modalidade turístico-esportiva.
• Atualmente estima-se que 10.000 pessoas / ANO partiquem rafting no rio Cubatão do Sul gerando uma receita agregada (rafting + restaurantes + hotéis + padarias + super mercados + serviços de transporte + postos de combustível, meios de hospedagem, etc...) de R$ 1.500.000,00 / ANO;
• O rafting emprega diretamente aprox. 50 pessoas.
• A mídia espontânea gerada pela atividade equivale ao montante APROXIMADO de R$ 1 milhão / ANO;
• O Rafting no Rio Cubatão do Sul está na rota do Turismo Internacionais que aporta em SC, trazendo a região pessoas de todas as nacionalidades, ex: USA, Japão, Inglaterra, África do Sul, França, Alemanha, Russia, Suécia, Suiça, Canadá, Portugal, Espanha, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia, etc...;
Graças ao rafting a região ganhou novo impulso no referente às atividades turísticas, porém o mais importante é que, com a prática desta atividade a comunidade da Bacia Hidrográfica esta aprendendo a valorizar este patrimônio único, frágil e sem igual